quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Câmara aprova três projetos do Executivo


09/11/2011 18:31
Os três projetos alteram leis distritais em vigor (Foto: Fabio Rivas/CLDF)
A Câmara Legislativa aprovou nesta quarta-feira (09) três projetos de lei de autoria do Executivo que modificam leis do Distrito Federal. As propostas foram incluídas na Ordem do Dia e votadas em dois turnos com redação final.
O PL nº 624/2011 foi um dos projetos aprovados nesta tarde e acaba com o prazo limite para recadastramento no plano para superação da extrema pobreza, o "DF sem miséria". O prazo terminaria no próximo dia 14 de novembro.
Os deputados também aprovaram o PL nº 605/2011, que muda a legislação para estabelecer a aplicação de um exame de conhecimento específico para os candidatos ao cargo de conselheiro tutelar.
A Câmara aprovou ainda o PL nº 530/2011 que trata da publicidade dos cadastros de programas habitacionais e dos programas sociais do DF. Uma das novas regras é a disponibilização dos cadastros em sites do governo, com atualização constante. 
Luís Cláudio da Silva Alves - Coordenadoria de Comunicação Social
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Natureza jurídica do conselheiro tutelar

A presente manifestação encontra origem em questionamento acerca da natureza jurídica do Conselheiro Tutelar. Permitimo-nos, primeiramente, invocar a legislação federal:

"Art. 131. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. (Lei 8.069, de 13.7.1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente)".

E, disso, decorre a doutrina:

          Antes de mais nada, o Conselho Tutelar caracteriza-se por um espaço que protege e garante os direitos da criança e do adolescente, no âmbito municipal. É uma ferramenta e um instrumento de trabalho nas mãos da comunidade, que fiscalizará e tomará providências para impedir a ocorrência de situações de risco pessoal e social de crianças e adolescentes. (...)

          Reunindo as características que definem o Conselho Tutelar, podemos dizer que este órgão, formado por pessoas, desempenha e executa suas atribuições, especificadas no Estatuto da Criança e do Adolescente, de forma contínua e ininterrupta (permanente), com independência funcional para deliberar e realizar suas ações sem qualquer interferência externa (autonomia), não lhe cabendo apreciar e julgar os conflitos de interesses (não-jurisdicional), função, esta, própria do Poder Judiciário.  (LIBERATI, Wilson D. et CYRINO, Caio B. "Conselhos e fundos no estatuto da criança e do adolescente". São Paulo, Malheiros, 2003, 2ªed., p.125 e 127).

         Tratando-se de ente cujas atribuições cingem-se a âmbito municipal, obviamente submete-se à legislação municipal. É, sim, um órgão público, entretanto desprovido de personalidade jurídica.
Quanto à natureza jurídica do conselheiro, observemos que os serviços prestados pelo conselheiro são de natureza pública, porque provém de órgão público de âmbito municipal. Nunca é demais asseverar que o serviço público destina-se a servir o público, e não ao servidor.

Antes de firmarmos nossa posição, invocamos melhor doutrina que tem concluído que:

         Os conselheiros tutelares prestam serviços que constituem um múnus público, porém, não se enquadram no conceito de agente político, vez que, apesar de "eleitos" pela comunidade para mandato de três anos, suas funções não compõem o esquema fundamental do Poder Público.

          Também não podem ser tidos como servidores públicos comuns, pois não se submetem a concurso público em senso estrito e portanto, não gozam de estabilidade. Sua relação com o Estado não é permanente e não há relação de dependência e profissionalidade.

          Por outro lado, não se enquadram na classe de particulares em colaboração com a administração, eis que se submetem à eleição e são empossados para exercício de mandato, podem receber remuneração do Estado mas não de outra fonte pelo serviço realizado e por fim, não realizam as funções por conta própria.
          
A presente manifestação encontra origem em questionamento acerca da natureza jurídica do Conselheiro Tutelar. Permitimo-nos, primeiramente, invocar a legislação federal:

          Em resumo, a figura do conselheiro tutelar tem natureza atípica e híbrida dentro dos conceitos tradicionais de agentes administrativos, bem por isso, a análise de enquadramento jurídico para aplicação do direito com relação ao conselheiro tutelar, quando não houver disposição expressa na lei, deverá sem exceção, levar em conta a vontade do legislador e a faceta preponderante para o respectivo enquadramento.
(http://www5.mp.sp.gov.br:8080/caoinfancia/doutrina/CONSELHEIRO.doc)

         O membro do Conselho Tutelar não será, também, funcionário público municipal, porque não é empregado da Prefeitura e não recebe ordens do prefeito. (...)

          O conselheiro tutelar não terá regime funcional qualificado como estatutário ou de prestação de serviços de terceiros, porque é escolhido pela comunidade, com mandato certo.
          A ninguém ficará subordinado administrativamente. Prestará seu trabalho de acordo com a determinação legal, e só a ela estará obrigado. Contudo, seu trabalho poderá ser fiscalizado pelo Ministério Público e pela autoridade judiciária.  (LIBERATI, op. cit., p.166-167).

          Os membros do Conselho Tutelar, por sua vez, exercem função pública considerada, por expressa disposição legal, serviço público relevante, assim o fazendo, transitoriamente, sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário com o Município, podendo ou não serem remunerados.

          Com efeito, a função de Conselheiro Tutelar: a) corresponde a função pública relevante; b) é exercida em caráter transitório (mandato eletivo); c) pode ter seu exercício realizado gratuitamente, conquanto será ou não remunerada, a critério do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e d) é ocupada sem gerar qualquer vínculo empregatício ou estatutário do seu exercente com o ente estatal para o qual se encontra servindo. (...).

          Por corolário, não podem usufruir discricionariamente dos mesmos direitos e vantagens a estes conferidas no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, só fazendo jus aos direitos que lhes forem atribuídos especificamente pela legislação pertinente e na forma por ela estabelecida, os quais, ressalte-se, urgem serem compatíveis com a natureza da função que exercem.(http://www.tce.pb.gov.br/consultas/cons29.htm).

        À vista de tal, cremos, pois, o conselheiro como agente honorífico, assim entendido como aquele cidadão nomeado (após escolha em processo eleitoral) pelo Poder Público Municipal, para prestar serviços ao Estado, em prazo determinado, em razão de sua honorabilidade — confira-se, nesse ponto, o que prevê o inc.I do art.133 da Lei 8.069, de 13.7.1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente) —, sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário.

       Não é servidor, no sentido estrito, eis que não advém de concurso público, nem passou por estágio probatório. Logo, não faz jus a qualquer benesse específica de servidor regular, pois não há vínculo estatutário ou celetista. Nesse pormenor, já houve manifestação do Judiciário (TRT 4º; RO.96.017459-1).
Superado este proêmio, resta outro ponto igualmente relevante, que versa sobre a legalidade do acúmulo de cargo de conselheira tutelar e de servidor municipal de provimento efetivo (embora ainda no estágio probatório).

Mesma origem doutrinária tece argumento sobre o assunto:

          O Conselho tutelar tem a característica de ser permanente porque desenvolve uma ação contínua e ininterrupta. A atuação dos conselheiros não deve sofrer solução de continuidade, sob qualquer pretexto. As ocorrências que envolvem os direitos das crianças e dos adolescentes não tem dia certo para se manifestar, e as soluções devem ser imediatas. (...)
          Analisando as atribuições do Conselho Tutelar (art. 136 do ECA) e a relevância do serviço público prestado, concluímos que ele deve funcionar todos os dias da semana, incluindo-se domingos e feriados.

          Confirmando a assertiva de que o Conselho Tutelar é o responsável direto pela atenção primeira à criança e ao adolescente em situação de risco pessoal e social, temos que, quanto ao horário de seu funcionamento, deve ser integral, ou seja, em dois turnos durante o dia, além de plantões para o atendimento das ocorrências, reclamações e denúncias efetuadas durante a noite, aos domingos e feriados, pois o desrespeito aos direitos infanto-juvenis não tem hora para acontecer..."
(LIBERATI, op. cit. p.126 e 145)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Conferências discutem Política e Plano Decenal de Crianças e Adolescentes do Distrito Federal







As Conferências dos Direitos da Criança e do Adolescente têm como objetivo mobilizar o Sistema de Garantia de Direitos e a população para implementar e monitorar a Política Nacional e o Plano Decenal dos Direitos Humanos dessa faixa etária.

O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA), órgão integrado em caráter paritário pelo Governo e pela Sociedade Civil, realiza, a partir desta semana, seis Conferências Regionais que discutirão o tema “Mobilizando, implementando e monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no Distrito Federal”. Além disso, vai eleger os delegados para a VIII Conferência Distrital, que acontecerá no primeiro semestre de 2012.

As etapas regionais do evento serão realizadas no Gama (09/11), no Centro de Ensino Médio 01 – EQ 18/21, Área Especial Setor Leste; em São Sebastião (18/11), no Salão de Eventos do Centro Catequético Nossa Senhora Aparecida - Rua 48 - Lote 450 - Bairro Centro; em Ceilândia (19/11), no Centro Marista Circuito Jovem – QNN 30, Módulo B, Área Especial – Ceilândia Sul (Guariroba); em Samambaia (26/11), no Centro Social Escola Irmão Francisco Rivat – QS 502, Conjunto 9, Lote 1 – Samambaia Sul. A Regional de Brasília ocorre no dia 02 de dezembro, no Auditório da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), localizada no Setor de Grandes Áreas Sul, 907, conjunto A. As inscrições serão feitas no local, entre 8h e 10h.

As instâncias governamentais (Executivo, Legislativo e Judiciário), e a sociedade civil organizada, vinculadas ao público infanto-juvenil podem mobilizar seus agentes para comparecer às conferências. A participação dos jovens é fundamental, pois dos 38 delegados eleitos em cada regional, 20 serão adolescentes.

Serviço:
O quê: Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente - GamaQuando: Quarta-feira (09/11)Horário: 8h às 18hOnde: Centro de Ensino Médio 01 – EQ 18/21, Área Especial Setor LesteInformações: (61) 3905-4726 / 3905-1263

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Assessoria de Comunicação - ASCOMSecretaria de Estado da Criança do Distrito Federal
Telefone: (61) 3214-2803 / 7812-8242
www.crianca.df.gov.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

REV. MOON RECONHECIDO NO MUNDO INTEIRO!

Agora no conforto de sua casa, de seu escritório,
ou com seu notebook, você poderá assistir
este vídeo e tirar sua conclusão pessoal.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UNIFICAÇÃO DAS ELEIÇÕES NO BRASIL

UNIFICAÇÃO DAS ELEIÇÕES NO BRASIL
MUITO BOM PARA TODOS



A iniciativa da comissão de constituição e justiça do Senado Federal de unificar as eleições no Brasil em 2018 é uma idéia para ser comemorada.

Pelo projeto elegeremos prefeito e vereadores em 2012 com mandato até 2016, em 2014 votaremos normalmente para presidente, governadores, senadores e deputados, com mandatos de 4 anos e em 2016 teremos a inovação para igualar em 2018, os prefeitos e vereadores eleitos em 2016 terão seus mandatos de dois anos.

Os gastos com as eleições são altíssimos e unificando diminuiria muito, pois o país elegerá seus representantes apenas de quatro em quatro anos e ainda conheceríamos melhor quem é situação e quem é oposição, coisa difícil atualmente, pois terminamos uma eleição já pensando na outra daqui a dois anos.

Que a unificação das eleições seja aprovada pelo Congresso Nacional para o bem do Brasil.


VIVA A DEMOCRACIA
VIVA A CONSOLIDAÇÃO DO SISTEMA DEMOCRÁTICO.